Nem bem deu tempo de eu montar minha página de equipamentos e já ocorreu uma mudança. Nesse final de semana vendi meu telescópio Maksutov-Cassegrain 150mm f/D 12. Excelente equipamento! Senti muito em vendê-lo e por diversos momentos pensei em desistir mas me mantive firme pois agora estou com um objetivo maior em mente: quero um telescópio de 200mm de abertura! Os candidatos são dois até o momento: um newtoniano f/D5 ou um Ritchey-Chretién f/D8.
A venda do mak foi uma decisão puramente estratégica. Pensando racionalmente foi a melhor decisão porém, do lado emocional, foi muito difícil. Espero que o novo dono se divirta com ele, o mak foi um companheiro fiel em muitas noites de observação.....
quarta-feira, 22 de maio de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Primeira tentativa de fotografar um DSO
No último dia 03/05/2013 montei o equipamento no quintal com o objetivo de testar a nova atualização do software SynScan da minha montagem. Esse software tem uma rotina de alinhamento polar que permite alinhar a montagem com o pólo celeste usando outras estrela além daquelas próximas ao pólo. É uma rotina bem interessante para mim pois daqui da minha casa não tenho acesso ao pólo celeste. Além disso, a poluição luminosa daqui de São Paulo prejudicaria muito a localização das estrelas de pouco brilho próximas do pólo.
Depois de testar a rotina eu precisava de alguma forma verificar se a montagem estava bem alinhada com o pólo. Para fazer isso, além de observação visual, resolvi fazer algumas astrofotos de longa exposição e com isso ver se havia algum arrasto das estrelas. Isso iria então caracterizar (ainda que grosseiramente) o quanto o alinhamento ficou bom. Usei a câmera QHY5L-II que em princípio é uma câmera planetária mas que permite também fazer exposições longas de até 10 minutos. Algumas tomadas depois verifiquei que ainda havia um pequeno desalinhamento pois algumas das estrelas apresentavam-se como um pequeno risco.
Eu já estava bem cansado e não muito disposto a melhorar mais o alinhamento e comecei a fazer um pouco de observação. Naquele momento eu vi que o DSO conhecido como Fantasma de Júpiter estava em uma posição boa no céu e apontei o telescópio para sua região. Na ocular, NGC 3242 ou Ghost of Jupiter aparece como uma estrela um pouco desfocada. Aos meus olhos tem tons de cinza e consegui melhor contraste e definição da nebulosa com minha ocular Orion Sirius Plössl de 10mm. Parece ser muito aumento mas é um objeto bem pequeno e esse aumento mais forte escureceu o fundo do céu de forma a permitir uma melhor observação dos contornos da nebulosa. O Telescópio que usei foi um Maksutov-Cassegrain de 150mm de abertura e f/D12. Como estava tudo montado (câmera, notebook, cabos) coloquei a câmera de volta no focalizador e fiz essa imagem:
A foto em si não está muito boa.... na verdade está bem ruim em relação ao que se pode fazer em astrofotografia de DSO! Foi feita de exposição única, de 15 segundos, e com isso o ruído térmico da câmera ficou extremamente destacado. Mas tirando todos os defeitos da foto fiquei até que satisfeito. Talvez não valha a publicação mas vale pelo registro do primeiro DSO que fotografei. Acho interessante colocá-la aqui para eu poder, ao longo do tempo, tentar melhorar essas fotos e no futuro olhar aqui e ver como eu comecei.
Depois de testar a rotina eu precisava de alguma forma verificar se a montagem estava bem alinhada com o pólo. Para fazer isso, além de observação visual, resolvi fazer algumas astrofotos de longa exposição e com isso ver se havia algum arrasto das estrelas. Isso iria então caracterizar (ainda que grosseiramente) o quanto o alinhamento ficou bom. Usei a câmera QHY5L-II que em princípio é uma câmera planetária mas que permite também fazer exposições longas de até 10 minutos. Algumas tomadas depois verifiquei que ainda havia um pequeno desalinhamento pois algumas das estrelas apresentavam-se como um pequeno risco.
Eu já estava bem cansado e não muito disposto a melhorar mais o alinhamento e comecei a fazer um pouco de observação. Naquele momento eu vi que o DSO conhecido como Fantasma de Júpiter estava em uma posição boa no céu e apontei o telescópio para sua região. Na ocular, NGC 3242 ou Ghost of Jupiter aparece como uma estrela um pouco desfocada. Aos meus olhos tem tons de cinza e consegui melhor contraste e definição da nebulosa com minha ocular Orion Sirius Plössl de 10mm. Parece ser muito aumento mas é um objeto bem pequeno e esse aumento mais forte escureceu o fundo do céu de forma a permitir uma melhor observação dos contornos da nebulosa. O Telescópio que usei foi um Maksutov-Cassegrain de 150mm de abertura e f/D12. Como estava tudo montado (câmera, notebook, cabos) coloquei a câmera de volta no focalizador e fiz essa imagem:
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| NGC3242 - Fantasma de Júpiter |
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Outra foto de Saturno e uma foto da Lua com detalhes muito bons
Nessa semana também consegui fazer uma foto bem interessante da Lua. Usando a câmera QHY5L-II em modo 12bit foi possível captura um nível de detalhes bem interessante. Não nomeei as crateras pois foi uma foto mais "exploratória" para entender a capacidade da câmera...e fiquei muito satisfeito.A foto foi feita com meu telescópio Maksutov Cassegrain de 150mm f/D12. Foram capturados 60 frames que foram empilhados no Autostakkert 2. Não fiz nenhum tratamento posterior.
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| Saturno - São Paulo - SP - 21/04/2013 - 21:00 hora local |
sábado, 20 de abril de 2013
Primeira foto com uma câmera dedicada.
Nesta semana, dia 15/04/2013, finalmente abriu o céu aqui em São Paulo. Por coincidência eu também estava em casa e, apesar de ser uma segunda-feira, resolvi aproveitar a noite para usar pela primeira vez minha câmera QHY5L-II. É uma câmera de entrada, dedicada a fotografias planetárias, baseada em um sensor CMOS da QHYCCD. Ainda não tive chance de avaliar bem a câmera pois, como falei, essa foi a primeira vez que a usei. Mas tenho lido muitas opiniões positivas sobre ela, com imagens de alto nível e tenho uma grande expectativa sobre ela. Espero que gostem.
domingo, 14 de abril de 2013
Alguns acessórios.
Eu pratico astronomia amadora de forma irregular há alguns anos. Acho que comecei lá por 2003 ou 2004 com um telescópio feito em casa a partir de um kit de espelhos. Digo irregular pois tive alguns períodos de falta de atividade devido a uma série de fatores: mudança de casa, filhas, faculdade, viagens a trabalho.... Mas apesar de irregular sempre foi uma atividade muito interessante!
De lá para cá já tive muita coisa nas mãos em termos de equipamentos: oculares, câmeras, telescópios, espelhos, montagens, artigos ATM..... Vendi diversos para viabilizar alguns outros projetos; acho que isso é natural quando vamos evoluindo em qualquer atividade. Coisas que comprei e que não vendi ao longo desses anos são três oculares Orion Sirius Plössl, uma barlow 2x Orion Shorty, quatro filtros Meade 4000 Series (esses são made in Japan! acho que nem se fabricam mais!) e um polarizador variável GSO. São acessórios que comprei assim que finalizei o telescópio caseiro nos idos de 2004 ou alguns anos depois e que não penso em vender.
Quem quiser ver mais alguns detalhes pode olhar lá na página de Acessórios. São poucas coisas, é verdade, mas acho que serve de bom exemplo de que se pode fazer muitos estudos interessantes com a compra dos acessórios corretos. Boa leitura!
De lá para cá já tive muita coisa nas mãos em termos de equipamentos: oculares, câmeras, telescópios, espelhos, montagens, artigos ATM..... Vendi diversos para viabilizar alguns outros projetos; acho que isso é natural quando vamos evoluindo em qualquer atividade. Coisas que comprei e que não vendi ao longo desses anos são três oculares Orion Sirius Plössl, uma barlow 2x Orion Shorty, quatro filtros Meade 4000 Series (esses são made in Japan! acho que nem se fabricam mais!) e um polarizador variável GSO. São acessórios que comprei assim que finalizei o telescópio caseiro nos idos de 2004 ou alguns anos depois e que não penso em vender.
Quem quiser ver mais alguns detalhes pode olhar lá na página de Acessórios. São poucas coisas, é verdade, mas acho que serve de bom exemplo de que se pode fazer muitos estudos interessantes com a compra dos acessórios corretos. Boa leitura!
sábado, 23 de março de 2013
Atividade astronômica apenas no blog....
Essa foi outra semana sem atividade astronômica de observação. O clima não ajuda há semanas e os poucos dias de céu aberto foram dias em que eu não podia observar. Aproveitei para colocar uma descrição da minha montagem : uma Orion Sirius EQ-G.
sábado, 9 de março de 2013
Testando um redutor focal em um Mak 150mm f/D12
Essa foi mais uma semana complicada para astronomia : muita coisa no trabalho, pós-graduação à noite e condições de clima ruins aqui em São Paulo. A soma de tudo isso é que só tive tempo em apenas uma noite, por duas horas, para montar as coisas no quintal e observar um pouco. Aproveitei essa rápida oportunidade para testar um redutor focal GSO 0.5x de 1.25" no meu telescópio Maksutov Cassegrain de 150mm f/D 12. Esse é um telescópio muito bom, que entrega imagens fantásticas mas que tem uma limitação (entre outras): devido à sua longa distância focal de 1800mm ele não apresenta um desempenho muito interessante para objetos do espaço profundo.
Tenho um newtoniano 150mm f/D 8 e manter os dois telescópios é um pouco complicado. Pensei várias vezes em me desfazer desse Mak mas sempre o mantenho pois realmente gosto muito dele, é um equipamento muito bom.... mas também gosto muito de observar DSO e quero começar também a fotografá-los. Um jeito de manter apenas um telescópio seria vender o newtoniano e usar só o Mak para tudo. Como então otimizar esse Mak e aproveitar sua óptica tanto em sistema solar (onde ele desempenha muito bem) como em DSO?
Duas soluções possíveis para isso seriam usar uma ocular de distância focal mais longa (o que não resolveria o problema das astrofotografias pelo método afocal) ou usar um redutor focal.
O redutor focal é uma construção de lentes que altera o cone de luz do telescópio e "reduz" a distância focal dele pelo seu fator de multiplicação. O meu é exatamente igual à esse da foto. Seu "fator de redução" é de 0.5x e tem inclusive esse pequeno extensor que acoplado ao redutor focal o transforma em um redutor de 0.25x. Assim, usando-o com o Mak, sem o uso do extensor, a distância focal do telescópio ficaria em f/D 6, uma ótima opção para observação e fotografia de DSO.
Bom, nessa única noite da semana em que tive tempo de montar tudo e observar, testei rapidamente o redutor focal. Olhei para M41, um aglomerado aberto em Canis Major. O resultado foi bem interessante mas a comparação com meu newtoniano 150mm f/D 8 foi inevitável: o newtoniano ainda é muito melhor para DSO que o Mak.... No meu newtoniano, usando uma ocular Orion Sirius Plössl de 26mm, o contraste é muito grande, com estrelas pontuais em um campo aparente bastante bom. No Mak, usando a mesma ocular de 26mm, percebi uma redução do aumento da ocular e consequente aumento do campo aparente mas a imagem... não sei bem dizer... não ficou no mesmo nível de qualidade que observei no newtoniano. O contraste era bom, com estrelas pontuais mas a imagem não tão interessante como a apresentada pelo newtoniano.
Ainda estou numa avaliação muito subjetiva pelo pouco tempo que tive para observar então terei que testar mais um pouco, com objetos extensos e outros aglomerados mais fechados que M41 para ter uma melhor noção. Com a chegada dos meses de outono e inverno, pelo menos aqui em São Paulo, as condições do céu e estabilidade do clima melhoram e permitem noites mais longas de observação, com qualidade suficiente para testes. Vamos aguardar.... Enquanto isso fico com os dois caixotes lá no meu quarto....
Tenho um newtoniano 150mm f/D 8 e manter os dois telescópios é um pouco complicado. Pensei várias vezes em me desfazer desse Mak mas sempre o mantenho pois realmente gosto muito dele, é um equipamento muito bom.... mas também gosto muito de observar DSO e quero começar também a fotografá-los. Um jeito de manter apenas um telescópio seria vender o newtoniano e usar só o Mak para tudo. Como então otimizar esse Mak e aproveitar sua óptica tanto em sistema solar (onde ele desempenha muito bem) como em DSO?
Duas soluções possíveis para isso seriam usar uma ocular de distância focal mais longa (o que não resolveria o problema das astrofotografias pelo método afocal) ou usar um redutor focal.
| Redutor focal GSO 0.5X de 1,25" (à direita) e extensor |
Bom, nessa única noite da semana em que tive tempo de montar tudo e observar, testei rapidamente o redutor focal. Olhei para M41, um aglomerado aberto em Canis Major. O resultado foi bem interessante mas a comparação com meu newtoniano 150mm f/D 8 foi inevitável: o newtoniano ainda é muito melhor para DSO que o Mak.... No meu newtoniano, usando uma ocular Orion Sirius Plössl de 26mm, o contraste é muito grande, com estrelas pontuais em um campo aparente bastante bom. No Mak, usando a mesma ocular de 26mm, percebi uma redução do aumento da ocular e consequente aumento do campo aparente mas a imagem... não sei bem dizer... não ficou no mesmo nível de qualidade que observei no newtoniano. O contraste era bom, com estrelas pontuais mas a imagem não tão interessante como a apresentada pelo newtoniano.
Ainda estou numa avaliação muito subjetiva pelo pouco tempo que tive para observar então terei que testar mais um pouco, com objetos extensos e outros aglomerados mais fechados que M41 para ter uma melhor noção. Com a chegada dos meses de outono e inverno, pelo menos aqui em São Paulo, as condições do céu e estabilidade do clima melhoram e permitem noites mais longas de observação, com qualidade suficiente para testes. Vamos aguardar.... Enquanto isso fico com os dois caixotes lá no meu quarto....
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