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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Messier 7: outro bom DSO para observação urbana

M7 é outro aglomerado aberto na região de Escorpião. Tem magnitude aparente 3,3 e pode ser observado a olho nu com alguma facilidade, mesmo de São Paulo - capital, onde moro e faço minhas observações e astrofotografias. Apesar da alta poluição luminosa é possível visualizar esse aglomerado a olho nu dado que as condições de transparência do céu estejam boas e os olhos muito bem adaptados ao escuro. Com binóculos e telescópios é fácil observá-lo. Um bom DSO para observação em ambiente urbano.

Messier 7 ou NGC 6475, esse aglomerado é também conhecido como Aglomerado de Ptolomeu visto que foi o próprio o primeiro observador a registrar o aglomerado ainda no século II. Mais informações podem ser obtidas na internet, por exemplo, na Wikipédia.

Por ser um DSO bem brilhante, assim como M6, é fácil fotografa-lo de meu ponto de observação. Usei a mesma rotina que usei em M6 para a captura de lights, flats, darks e bias. Com aproximadamente 30 lights de 30 segundos, 15 flats, 15 darks e 50 bias consegui a foto que vai abaixo.


M7 a partir de uma DSLR Canon EOS600D


Não usei nenhum tipo de filtro e para esse tipo de objeto talvez não seja necessário. Mas penso que será útil para nebulosas. Para alinhamento, calibração e integração das fotos eu usei o DSS e para o pós-processamento eu usei o Iris.

Equipamentos: meu telescópio, um Ritchey-Chrétien 200mm f/D8 e montagem Sirius EQ-G. As câmeras foram uma DSLR Canon EOS 600D (também conhecida como T3i no mercado americano) não modificada e, para guiagem, usei uma QHY5L-II acoplada em uma buscadora de 50mm.

O aspecto geral da foto me agradou bastante e impressionou: a quantidade de estrelas de fundo que são observadas é fantástica. Imagino essa foto feita de um local com baixa poluição luminosa! M7 também é um DSO "fácil" de fotografar e serviu para ir consolidando uma rotina de astrofotografia de DSO: com um método bem definido de guiagem, captura, calibração e pós-processamento. Ainda observei que as estrelas estão boas no centro do campo, até uns 70% (estimativa) do campo, mas nas bordas as estrelas estão alongadas. Preciso melhorar isso.

O Iris atendeu bem novamente, vamos ver no futuro como ele se comporta com um DSO mais complicado como uma nebulosa.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Messier 6: um DSO para fotografar sob poluição luminosa



M6 é um aglomerado aberto de estrelas. Ele está na constelação de Escorpião e com sua magnitude aparente em 4,2 pode ser observado a olho nu com alguma facilidade. São Paulo - capital, onde moro e faço minhas observações e astrofotografias, é a cidade com a poluição luminosa mais alta do Brasil, provavelmente da América Latina e, já li em algumas referências, do Hemisfério Sul do planeta. Mesmo nesse ambiente é possível visualizar esse aglomerado a olho nu dado que as condições de transparência do céu estejam boas e os olhos muito bem adaptados ao escuro. Com binóculos e telescópios a tarefa é bem fácil e muito gratificante.

Mas voltando a M6, Messier 6 ou NGC 6405, esse aglomerado é também conhecido como Aglomerado da Borboleta pela lembrança que a disposição de suas estrelas nos traz. Não vou falar muito sobre ele para não ser repetitivo. Já tem muita coisa na rede sobre isso e acessível a todos. Eu indico, por exemplo, a página da Wikipédia. 

Por ser um DSO bem brilhante é fácil fotografa-lo de meu ponto de observação. Escolhi nesse final de semana M6 como objeto para treinar a captura de lights, flats, darks e bias. Com aproximadamente 30 lights de 30segundos, 15 flats, 15 darks e 50 bias consegui a foto que vai abaixo. 

M6 a partir de uma DSLR Canon EOS600D


Não usei nenhum tipo de filtro, o que estou considerando começar a fazer para aumentar meu tempo de exposição individual. Para alinhamento, calibração e integração das fotos eu usei o DSS e para o pós-processamento eu usei o Iris. 

Equipamentos: meu telescópio, um Ritchey-Chrétien 200mm f/D8 e montagem Sirius EQ-G. As câmeras foram uma DSLR Canon EOS 600D (também conhecida como T3i no mercado americano) não modificada e, para guiagem, usei uma QHY5L-II acoplada em uma buscadora de 50mm. 

O aspecto geral da foto me agradou bastante. Apesar de ser um DSO "fácil" de fotografar fiquei especialmente satisfeito, pois esse foi o primeiro que fotografei com um método bem definido de guiagem, captura, calibração e pós-processamento. Com a coisa bem metódica fica fácil perceber os erros, os acertos e as oportunidades de melhoria. Deu para ver bem como essa óptica se comporta: no centro do campo, até uns 70% (estimativa) do campo, a qualidade é bastante boa, mas nas bordas as estrelas estão alongadas (defeito da óptica ou erro de colimação?). Deu para entender bem como a guiagem funciona, como ajustar o software de guiagem (PHD2) e como respondeu bem nesse setup. 

Comparando foto com foto percebe-se que a flexão é pequena e (para minha exigência atual) dá para usar a buscadora tranquilamente como telescópio guia. Além disso, deu para ver que essa montagem carregada com 75% do seu limite está OK (porém, realmente no limite para astrofoto). Outra coisa também é o tratamento da imagem: o DSS funciona que é uma maravilha quando usados os parâmetros corretos. O Iris é muito poderoso, mas acho que daria para extrair mais das fotos, não sei... Fico na dúvida se não faltou sinal para o tratamento ou se é limitação do Iris. Mas isso é algo que terei que trabalhar para decidir se tenho que partir para um Photoshop, por exemplo.

Enfim, gostei do resultado e da noite de trabalho com a astronomia amadora. Estou ansioso para a próxima sessão de observação e astrofotografia.